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Agrotóxico: o veneno produtor de doenças no Brasil

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(4’32” / 1,04 Mb) - A campanha contra o agrotóxico e pela vida promovida pela Via Campesina e demais movimentos sociais traz para a sociedade brasileira, dois debates históricos centrais:

 

1) - a produção e o consumo de venenos no Brasil;

2) - o modelo de desenvolvimento econômico-social-político (inter)nacional e seu caráter de disseminação de doenças para a sociedade.

Sobre a produção de alimentos:

Dados do IBGE relatam que a agricultura familiar e camponesa no Brasil soma quase 85% das propriedades agrícolas do país, ocupando, contraditoriamente, apenas 24% do espaço. 

Em suas terras trabalham aproximadamente 12.5 milhões de pessoas o que corresponde a 74,5% do total dos trabalhadores do campo. Destas propriedades saem quase 70% dos alimentos consumidos diariamente pelas famílias brasileiras.

Mas, a produção familiar-camponesa está subordinada e condicionada à lógica do modelo agrário imperialista. Por um lado, esta produção se divide entre a matriz da agroindústria e a subordinação à matriz tecnológica da revolução verde, consumidora de insumos industriais. 

Por outro lado, o agronegócio – aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital financeiro e as empresas transnacionais - dita as regras no campo brasileiro, cujo objetivo é a produção de commodities para a exportação.

Com a venda de 1 bilhão de litros de veneno na última safra, as empresas estrangeiras se apropriam de cerca de 80% do lucro gerado pela produção de veneno.

1.  O modelo de desenvolvimento dependente

A característica marcante do capital imperialista no século XXI é sua capacidade de se transformar e de ganhar – de forma formidável, em cada uma das áreas em que atua – para conter as crises que são inseparáveis ao seu modo de operar.

Além de vender veneno para o campo produzir alimentos para o povo brasileiro, o capital produtivo do veneno associa-se como capital bancário, às regras legais do Estado que, em sua forma de financiar a agricultura familiar-camponesa, atrela o crédito a uma série de condicionantes centradas na compra destes bens.

O dinheiro emprestado na forma de crédito torna-se irmão do capital por dois motivos:

1) o agronegócio não consegue produzir sem a injeção de R$ 107 bilhões por ano, para tirar R$ 150 bilhões da venda de mercadorias; 

2) o principal objeto desta aliança de capitais é o de transformar tudo em mercadoria para obtenção de lucro, na forma de insumos industriais produzidos pelas empresas transnacionais, como o exemplo do veneno.

O aumento progressivo de doenças como o câncer em todas as faixas etárias, traz à luz um debate na campanha Contra o Agrotóxico e Pela Vida que devem ser consideradas, tanto no debate quanto na (re)ação necessária à luta contra a vida envenenada.

2.  O câncer como uma doença “naturalizada”

Segundo a União Internacional Contra o Câncer mais de 160 mil crianças no mundo são diagnosticadas com a doença a cada ano. 80% destas crianças vivem em países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos de três entre quatro crianças têm chances de sobreviver após cinco anos de tratamento, estima-se que nos países em desenvolvimento mais da metade têm probabilidade de morrer. Somente nos EUA a incidência anual é de sete mil novos casos por ano.

No Brasil, O Instituto Nacional do Câncer (INC), define esta doença como uma das primeiras causas de morte entre crianças e jovens de 0 a 19 anos, só perdendo para violências e crimes.

A estimativa do INC do total de pessoas com câncer no país foi de 490 mil casos. 237 mil homens, 253 mil mulheres afetados com a doença.

Deste grupo, existem de 12 a 13 mil crianças acometidas com câncer, fora os que têm a doença, mas não são diagnosticados e morrem.

Roberta Traspadini é economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ ES.

21/07/11