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Justiça reafirma ilegalidade da greve, enquanto governo não paga o piso dos professores

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(1’35” / 371 Kb)  - O Tribunal de Justiça do estado do Ceará decidiu, na última segunda-feira (19), manter a ilegalidade da greve dos trabalhadores em educação da rede estadual. A suspensão da greve e o retorno das atividades foram determinados em 26 de agosto. Porém, os professores mantiveram a paralisação e entraram com recurso contra a liminar.

A greve teve início no dia 5 de agosto. Os trabalhadores pedem a aplicação da lei do piso salarial do magistério, que é de R$ 1.187, e a readequação do plano de carreira.

Para o presidente do Sindicato dos Professores e Servidores do estado (APEOC), Anízio Melo, vem ocorrendo um processo de criminalização da luta dos professores.

“Estão rasgando nosso direito constitucional de greve, gerando toda uma intimidação por parte da Justiça e dos governos para com os movimentos sociais. Nesse momento, que em todo o Brasil os professores reivindicam aos governos garantias de aplicação do piso, infelizmente a resposta que tem sido dada é a utilização da Justiça para acabar com a luta dos professores”.

A orientação do Sindicato é de que os trabalhadores cumpram a decisão judicial, para evitar demissões ou não pagamento de salários. A diretora de finanças do Sindicato, Penha Alencar, informa os próximos passos da categoria.

“Nesse período nós vamos estar sempre em contato, com informações, com os professores e vamos tentar a reabertura das negociações com o governador. E nós queremos continuar com o apoio da sociedade”.

Devido ao não cumprimento da primeira decisão judicial, o Sindicato acumula uma multa de R$ 160 mil.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

21/09/11