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Bifurcação na Europa

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Em pouco mais de um ano, a crise europeia pulverizou quase uma dúzia de governos.

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Por Cesar Sanson*

(3’12” / 753 Kb) - Na Europa, a população troca desesperadamente de governos na expectativa de que esses deem um basta aos pacotes de austeridade. Em pouco mais de um ano, a crise europeia pulverizou quase uma dúzia de governos e as urnas revelam um Continente fraturado, exausto e a deriva. Uma bifurcação se revela com o avanço das forças da esquerda, mas, sobretudo, da extrema-direita.

Os resultados eleitorais são erráticos. Na Espanha, o Partido Socialista Operário (PSOE) foi punido e substituído pela direita (PP) porque aderiu aos pacotes de austeridade. Na Grécia, os gregos deram nas urnas uma "surra" nos partidos tradicionais, entre eles, o Pasok que se denomina socialista, mas que subordinou-se a troika – União Europeia (UE), Banco Mundial e FMI – abrindo espaço para a esquerda e a direita. A última vítima foi Sarkozy, na França. Ele foi  superado pelo insosso Partido Socialista francês. A novidade foi o desempenho da Frente Nacional de extrema-direita que passou a seduzir parte significativa do eleitorado francês. Em toda a Europa a esquerda ressurge, mas quem surpreende é a ultra-direita.

O eleitorado europeu pune os governos de plantão e abre espaço para os extremos: Na Grécia, na França, faz poucos dias na Itália e, agora, até mesmo na Alemanha assiste-se a uma clara tendência: o eleitorado está procurando líderes que digam não às políticas recessivas.

A esquerda avança, mas possível fracasso das forças da esquerda no enfrentamento da crise poderá redundar em fértil terreno para que a ultra-direita venha a tona e assuma papel de destaque nos rumos da Europa, algo que já está acontecendo. Com a persistência da crise que não dá tréguas – um Continente mergulhado em turbulências econômicas desde 2007 – o mapa eleitoral da Europa aos poucos vai sendo redesenhado e, nele, a direita ganha cada vez mais espaço.

O futuro da Europa encontra-se indefinido. A bifurcação aponta no momento para a perigosa saída à direita. Conseguirá a esquerda se apresentar como uma real alternativa?

*Cesar Sanson é professor de sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

15/05/12