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MPF teme prejuízos aos fundos de pensão que investiram em Belo Monte

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O órgão do Judiciário quer saber qual foi o arranjo financeiro e a classificação de risco do empréstimo. À época do leilão, em 2010, o custo de Belo Monte era de R$ 19 bilhões. Em menos de dois anos os custos foram para R$ 30 bilhões.

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(1’26” / 337 Kb) - O Ministério Público Federal (MPF) no Pará questiona a viabilidade financeira da usina hidrelétrica de Belo Monte. A obra estimada em R$ 30 bilhões está recebendo financiamento público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro sai dos fundos de pensão dos trabalhadores da Petrobrás, o Petros, e dos economiários federais, o Funcef. Dois pedidos de fiscalização do financiamento foram negados anteriormente.

O órgão do Judiciário quer saber qual foi o arranjo financeiro e a classificação de risco do empréstimo. À época do leilão, em 2010, o custo de Belo Monte era de R$ 19 bilhões. Em menos de dois anos os custos foram reajustados em mais de 50%, passando para R$ 30 bilhões.

De acordo com a legislação, os investimentos feitos com dinheiro de fundos de pensão precisam ter níveis satisfatórios de rentabilidade, para garantir o retorno aos pensionistas. O MPF teme prejuízos aos trabalhadores que investiram seus fundos na usina.

Os questionamentos do MPF foram enviados em maio ao BNDES, ao Banco Central, à Superintendência de Previdência Complementar (Previc) e ao consórcio construtor Norte Energia S.A.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

30/05/12