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Economia verde: Para que e para quem?

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Na visão de movimentos sociais, a “economia verde” seria uma espécie de novo Consenso de Washington, um próximo estágio do capitalismo para recuperar o crescimento e lucros perdidos.

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Por Cesar Sanson*

(2’31” / 589 Kb) - Dentre os temas em debate na Rio+20 , um dos mais significativos e polêmico é o da “economia verde”. Em linhas gerais, a “economia verde” representa um contraponto à “economia marrom”, modelo econômico tributário da revolução industrial e responsável por altas descargas de carbono na atmosfera.

A “economia verde” orientar-se-ia pela adoção de inovações tecnológicas de baixo impacto ambiental e atividades econômicas em que o uso dos recursos do planeta se daria de forma sustentável, sem riscos a espécies e ecossistemas, mas também sem inviabilizar o avanço dos negócios e o bem-estar social.

Para muitos, entretanto, a “economia verde” não passa de uma retomada do surrado conceito de “desenvolvimento sustentável” e teria sido criado por burocratas da ONU (Organização das Nações Unidas).

A crítica de fundo, de parte dos movimentos sociais, é que o termo pode ser tornar uma armadilha ao esconder a mercantilização da vida. Nessa linha, a “economia verde” significaria uma precificação no serviço gratuito que a bios planetária – água, ar, flora, fauna, biomas e ecossistemas – oferece gratuitamente à humanidade.

A ativista ambiental Vandana Shiva alerta: “não podemos é transformar a natureza em commodity”. Segundo ela, “temos de ter cuidado para não pintar a besta [o capitalismo] de verde”.

Na visão, portanto, de movimentos sociais, a “economia verde” seria uma espécie de novo Consenso de Washington, um próximo estágio do capitalismo para recuperar o crescimento e lucros perdidos. Ainda de acordo com essa leitura, os principais alvos da economia verde seriam os países em desenvolvimento, onde se encontra a biodiversidade mais rica.

*Cesar Sanson é professor de sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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