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Opositores usam morte de camponeses para derrubar presidente, diz professor paraguaio

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Para o jornalista e professor da Universidade Católica de Itapúa, no Paraguai, Carlos Francisco Alborno, o massacre de 17 camponeses e policiais em um conflito na cidade de Curuguaty, ocorrido na última semana, foi o estopim para um golpe oportunista contra o governo Lugo.

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(2’16” / 533 Kb) - O cenário político do Paraguai enfrenta um período de conflitos e incertezas. Na última quinta-feira (21), a Câmara dos Deputados paraguaia aprovou um processo de impeachment do presidente Fernando Lugo. No julgamento político do mandatário, marcado para esta sexta-feira (22), Lugo tem apenas duas horas para sua defesa. Porém, o presidente apresentou uma ação de inconstitucionalidade contra o processo.

Lugo é acusado de má administração pelos opositores. Eles alegam responsabilidade do presidente no massacre de 17 camponeses e policiais em um conflito na cidade de Curuguaty, ocorrido na última semana.

Para o jornalista e professor da Universidade Católica de Itapúa, no Paraguai, Carlos Francisco Alborno, esse conflito de terras foi o estopim para um golpe oportunista contra o governo Lugo.

 “Assim os chamo a essas pessoas que querem o golpe: como oportunistas, pois fizeram isso sobre as mortes de paraguaios – os mortos eram camponeses e, também, policiais paraguaios, que não deixam de ser camponeses, pois a origem da polícia paraguaia é 100% de camponeses. Então, eu concluo, o que aconteceu com os mortos? Os pobres camponeses e os pobres policiais morreram para defender a um histórico latifundiário do Paraguai, Blás Riquelme. E aí está o paradoxo: os pobres morrem para defender um empresário todo-poderoso.”

Segundo Alborno, o latifundiário Riquelme se enriqueceu na ditadura de Alfredo Stroessner, que durou 35 anos no Paraguai, e depois foi senador pelo Partido Colorado (Associação Nacional Republicana – ANR). Este partido, junto com o Partido Liberal – que era da base governista – são as principais forças a pedir o impeachment do presidente.

Milhares de camponeses e cidadãos de todo o Paraguai estão em frente ao Congresso Nacional, na capital Assunção, protestando contra o golpe.

Os ministros das Relações Exteriores dos doze países membros da Unasul (União Sul-Americana de Nações) estão no país para acompanhar o caso. Presidentes da região, como Evo Morales da Bolívia e Rafael Correa do Equador, repudiam a tentativa de golpe.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

22/06/12