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Resolução que libera uso de mercúrio no garimpo é alvo de críticas

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Cientistas, ambientalistas e MPF alertam que o mercúrio representa riscos à saúde e ao meio ambiente. No próximo dia 14, ocorre uma reunião entre pesquisadores, ambientalistas, Conselho Estadual do Meio Ambiente e MPF para debater o caso.

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(1’28” / 346 Kb) - Uma resolução que permite o uso de mercúrio no garimpo de ouro vem gerando polêmica no estado do Amazonas. A resolução que libera o seu uso foi publicada em junho pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente. Diversos cientistas e ambientalistas questionam essa liberação, devido ao mercúrio ser uma substância altamente tóxica e representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Um abaixo-assinado “Pelo Controle do Mercúrio nos Garimpos do Amazonas” foi organizado pelo cientista Ennio Candotti. Ele alerta que o uso da substância na mineração prejudica trabalhadores do garimpo, ribeirinhos e população que consome os peixes dos rios onde ocorre a extração do ouro. Se em níveis elevados, o mercúrio causa danos ao cérebro, coração, rins e pulmões.

O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas emitiu uma recomendação para impedir o uso de mercúrio no garimpo. No final do último mês, o órgão abriu um inquérito civil público para apurar a legalidade, do ponto de vista jurídico e técnico, da resolução (nº 11/2012/CEMAAM).

No próximo dia 14, ocorre uma reunião entre pesquisadores, ambientalistas, Conselho Estadual do Meio Ambiente e MPF para debater o caso.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

06/08/12