Para Polícia, pedaços de madeira e facões justificam 34 execuções
O confronto entre policias e trabalhadores da Mina de platina já é considerado o episódio mais violento no país desde o fim do apartheid.
(1’13” / 287 Kb) - Após massacre que resultou na morte de pelos menos 34 mineiros e deixou 78 feridos, a comissária nacional da Polícia da África do Sul, Riah Phiyega, defendeu a ação dos agentes alegando que eles agiram em legítima defesa. As imagens divulgadas por emissoras de televisão mostram os manifestantes armados com pedaços de madeira e facões. Na sequência, os policias efetuam disparos de revólveres, fuzis e metralhadoras.
O confronto entre policias e trabalhadores da Mina de platina da empresa Lonmin, na cidade de Marikana, aconteceu na última quinta-feira (16) e já é considerado o episódio mais violento no país desde o fim do regime de segregação racial –apartheid -, extinto em 1994.
Os mineiros estão em greve há uma semana e reivindicam aumento dos salários e melhoria nas condições de trabalho. A empresa britânica é a terceira maior produtora mundial de platina, sendo a mina de Marikana responsável por 96% da produção da companhia.
A África do Sul possui 80% das reservas de platina do mundo. Nos últimos meses o aumento nos custos de extração e as quedas nas cotações do metal agravaram as condições de vida do trabalhador do setor.
De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.
17/08/12
