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Eleições 2012. Quem ganha e quem perde

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As análises recorrentes dão conta de que o cenário de 2014 a partir dos resultados de 2012, salvo acontecimentos excepcionais, já está mais ou menos delineado.

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Por Cesar Sanson*

(4’21” / 1.1 Mb) - Concluído o segundo turno, o balanço das eleições municipais de 2012 começa a ser feito. Quais são as forças e lideranças políticas que saem ganhando e perdendo? Quais são os partidos que saem fortalecidos e fragilizados? Que cenários as eleições municipais prospectam para a disputa de 2014?

As análises, avaliações e interpretações do rescaldo das eleições municipais de 2012, grosso modo, indicam que os dois nomes mais vitoriosos nessas eleições são Luis Inácio Lula da Silva e Eduardo Campos. Lula em função da sua aposta maior, Fernando Haddad, sair vitorioso nas eleições em São Paulo e Eduardo Campos pelo expressivo crescimento do PSB. Num plano menor saíram também ganhando Dilma Rousseff e Aécio Neves.

O maior derrotado nessas eleições é José Serra. Após perder a disputa à eleição presidencial de 2002 contra Lula e em 2010 contra Dilma, a derrota para a eleição da prefeitura de São Paulo praticamente sepulta qualquer perspectiva eleitoral futura.

Regionalmente, há vários derrotados nessas eleições. Um deles é o governador do Paraná Beto Richa do PSDB. Outro derrotado nas eleições é o governador da Bahia Jacques Wagner do PT. Quem também se saiu derrotado em menor grau é o governador Geraldo Alckmin A reeleição de Alckmin em 2014 não será tarefa fácil uma vez que o PSDB não terá em mãos a capital e enfrentará equilíbrio de forças com o PT nos maiores municípios de São Paulo.

 Os partidos de melhor desempenho nas eleições municipais de 2012 foram o PT e PSB. Logo atrás deles o PSOL que também pode ser considerado vitorioso tomando como referência o seu desempenho anterior – eleições de 2008. Os derrotados são o PSDB e o DEM. O PMDB permanece estacionário com ligeira queda.

Chega-se a essa conclusão a partir dos dados quantitativos e qualitativos e, sobretudo, tomando-se como referência o G85 [26 capitais e 59 cidades com mais de 200 mil eleitores]. O G85 é utilizado como referência de análise política em função de condensar o maior número de eleitores, os maiores PIB e de ser o responsável pela dinâmica política que se imprime nos territórios regionais e nacional.

Os dados do G85 revelam que o PT é o partido que governará para o maior número de cidades. Outro dado relevante é o fato de que o PT comandará maior parcela dos orçamentos municipais. Além do maior número de cidades, o PT também governará para o maior número de eleitores.

O PSOL conquistou sua primeira prefeitura e teve excelente desempenho nas eleições de Belém e do Rio de Janeiro. Os resultados na majoritária quando associados ao desempenho nas eleições proporcionais [vereadores] revelam que o PSOL obteve um bom crescimento.

O PMDB, por sua vez, tomando como referência o desempenho em eleições anteriores no G85 permanece estacionário em número de prefeituras, porém, perde fôlego em relação ao número de eleitores que irá governar. O PSDB saiu derrotado pelo fato de que o PSDB perdeu a joia da coroa, a prefeitura de São Paulo. Além de perder São Paulo, o PSDB não conquistou nenhuma capital no eixo sul-sudeste.

O DEM é outro partido que vem definhando. Perdeu prefeitos nessas eleições em comparação com os eleitos de 2008: 218 cidades a menos. O DEM apenas não permanece “respirando por aparelhos” em função de sua vitória em Salvador. Proporcionalmente à queda do DEM, assiste-se ao crescimento do PSD. O partido presidido por Kassab é o DEM de ontem.

As análises recorrentes dão conta de que o cenário de 2014 a partir dos resultados de 2012, salvo acontecimentos excepcionais, já está mais ou menos delineado.

Num primeiro cenário, Dilma Rousseff concorre à reeleição mantendo o atual leque de alianças contra a candidatura de Aécio Neves do PSDB com o apoio do DEM e siglas menores. Nesse cenário fica em aberto que será o vice de Dilma, se do PMDB ou do PSB, com chances maiores para o PMDB em função do peso de sua bancada no Congresso.

Num segundo cenário, remoto, Dilma Rousseff concorreria contra Aécio Neves tendo como vice Eduardo Campos do PSB. Essa possibilidade é difícil de concretizar em função da resistência da família Gomes ao PSDB e do próprio Eduardo Campos que não gostaria de associar o seu nome a um partido considerado do espectro do centro ou até mesmo centro-direita.

Num terceiro cenário, a disputa se daria entre Dilma Rousseff e Eduardo Campos, esse tendo como vice um nome do PSDB, talvez o próprio Aécio Neves. O PSDB percebendo sua fragilidade não descarta, embora não assuma essa possibilidade.

 Outro cenário não descartado e até mesmo bastante provável são as candidaturas à presidência de Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (ainda sem partido) e um nome do PSOL, provavelmente Marcelo Freixo. Esse cenário e a sua real possibilidade estão condicionados em certa parte ao desempenho de Dilma no governo no próximo ano e meio e, sobretudo, ao desempenho da economia.

*Cesar Sanson é professor de sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

01/11/12

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