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Verdade e Transparência

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A opção política pela anistia não significa que tenhamos desistido de conhecer a verdade. A questão é de respeito ao Direito de conhecer nossa História. Prevenir para que o passado não se repita.

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Por Roberto Livianu*

(2’17” / 534 Kb) - Mesmo com toda a dureza e injustiças que os tempos de autoritarismo trouxeram aos brasileiros de 1964 a 1985, há muita gente por aqui que diz ainda hoje sonhar com a volta dos militares ao poder.

Mesmo sabendo que muitas pessoas desapareceram simplesmente por divergir, ainda se diz que naquele tempo havia muita ordem e pouca corrupção. Pouco se pensa nas famílias que tiveram negado o direito de velar e enterrar seus entes queridos, simplesmente por eles terem sido classificados como subversivos.

Isto ocorre mesmo depois de 24 anos de vigência da Constituição-Cidadã, que solidificou o conceito de cidadania nas dimensões social, civil e política, garantindo direitos e definindo deveres.

A África do Sul mergulhou sem medo nas entranhas do odioso “appartheid”, de triste lembrança para a história da humanidade. E o Canadá apurou na sua Comissão da Verdade abusos cometidos contra a população aborígene local.

Outras tantas Comissões aconteceram no Timor Leste, Quênia, Ruanda, Etiópia, Serra Leoa, Chade, Sri Lanka e Nepal. Além de Austrália, Irlanda do Norte, Alemanha, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Equador, Uruguai, El Salvador, Guatemala, Panamá e Honduras.

Não se trata de promover vingança social, porque a Comissão da Verdade brasileira não tem sequer poderes de julgamento.

A opção política pela anistia não significa que tenhamos desistido de conhecer a verdade. A questão é de respeito ao Direito de conhecer nossa História. Prevenir para que o passado não se repita. É um dever de cada um para com as próximas gerações.

Conheçamos e apoiemos a nossa Comissão da Verdade! Pela transparência, ética e prevalência do Estado democrático de direito como princípios existenciais coletivos fundamentais.

*Roberto Livianu é promotor de Justiça e integrante do Ministério Público Democrático (MPD).

06/11/12