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Usina de Belo Monte: sobram investimentos e faltam direitos

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Na avaliação do Movimento dos Atingidos por Barragens, Belo Monte não atende aos interesses do povo brasileiro. A obra traz transtornos para indígenas, pescadores e moradores da região.

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(1’53” / 443 Kb) - A usina de Belo Monte, no Rio Xingu, próxima à cidade de Altamira (PA), foi foco de tensões ao longo do ano de 2012. Mais do que uma grandiosa obra, projetada para ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, a usina acumula impactos socioambientais e uma dúvida: ela é realmente necessária?

Na avaliação do coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Gilberto Cervinski, Belo Monte não atende aos interesses do povo brasileiro. Para ele, o investimento vindo dos cofres públicos – com empréstimo de R$ 22,5 bilhões pelo BNDES, 80% do valor total – serve para beneficiar as grandes construtoras e demais empresas envolvidas na obra.

“Por isso que nós achamos que é um erro a construção de Belo Monte. Porque essa energia está a serviço das grandes corporações eletro-intensivas e as grandes construtoras e fornecedoras de máquinas e equipamentos. Enquanto a população não tem dinheiro para a saúde, para a educação, paga uma das tarifas de energia mais caras do mundo.”

Cervinski explica que, após finalizada a obra, ainda será cobrado um alto valor pela tarifa de energia. Atualmente, o Brasil tem umas das tarifas energéticas mais caras do mundo, seja no setor industrial ou no domiciliar.

Ele ainda ressalta que a obra traz transtornos para indígenas, pescadores e moradores da região. Ele conta que não há segurança quanto ao cumprimento de nenhum direito dos atingidos pela usina.

“Lá vão ser atingidas cerca de 40 mil pessoas. Essas pessoas até hoje não sabem quais vão ser os seus direitos. Ou seja, a tendência é deixar milhares de pessoas vítimas da construção de barragens.”

As obras iniciaram em 2011 e a usina tem previsão de começar a operar em 2015.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

24/12/12