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Caminhoneiros são as maiores vítimas de acidentes de trabalho fatais

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Estudo mostra que 823 trabalhadores morreram entre 2006 e 2008 em decorrência da atividade laboral em Minas Gerais. Desses, 15% eram motoristas de caminhão; 5,7% serventes de obras e 3,7%, trabalhadores da agropecuária

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(3’26” / 806 Kb) - Os caminhoneiros são os trabalhadores que mais morrem em Minas Gerais e São Paulo. Foi o que mostrou uma pesquisa inédita divulgada recentemente sobre acidentes de trabalho fatais nos dois estados. O estudo é referente aos anos de 2006 a 2008 e mostra que 823 trabalhadores morreram nesse período em decorrência da atividade laboral em Minas Gerais. Desses, 15% eram motoristas de caminhão; 5,7% eram serventes de obras e 3,7%, trabalhadores da agropecuária em geral.

No estado São Paulo, a pesquisa revelou números semelhantes. Dos 2.252 trabalhadores mortos, os caminhoneiros representaram 11%, os serventes de obras, 3,7% e trabalhadores de linha de produção, 3,1%.

O estudo relaciona os dados de declarações de óbitos com as Comunicações de Acidentes do Trabalho (CAT). A pesquisa foi feita pelo órgão governamental Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) de São Paulo.

De acordo com a pesquisadora Monica La Porte Teixeira, do Seade, o trabalho em ambiente completamente externo contribui para o maior índice de acidentes entre os caminhoneiros.

“Eles estão expostos a acidentes no exercício da sua profissão e no trajeto, quando vem e voltam do trabalho. Correm o risco de violência e precisam trabalhar até 15 horas diárias. Tudo isso leva eles a sofrerem a tendência de ter um acidente.”

A pesquisa também mostrou que a média de idade dos trabalhadores vítimas de acidentes fatais é de 37 anos. Cerca de 80% das mortes são de pessoas sem o ensino médio completo. É o que explica a pesquisadora Rosa Maria Vieira de Freitas, também do Seade.

“O que a gente percebeu é que os acidentes de trabalho atingem as camadas mais populares, os trabalhadores que estão na rua, expostos, e [em empregos] que tem pouca necessidade de alfabetização mais qualificada”.

As pesquisadoras explicam que o estudo vincula informações de três fontes diferentes para análise de dados: a CAT do Ministério da Previdência Social, o Sistema de Declaração de Óbitos (DO) da Fundação Seade e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

De acordo com elas, os dados nem sempre batem com as informações geradas pela Previdência Social. Há casos em que declarações de óbito de acidentes de trabalho não geraram a CAT, por exemplo. Em outras situações, a CAT que indica acidente de trabalho não tem declaração de óbito correspondente.

Segundo as pesquisadoras, é possível que o número de acidentes fatais de trabalho seja ainda maior. Isso poderia ser verificado se as seis bases de dados existentes no Brasil trabalhassem de forma integrada e cobrisse toda a população trabalhadora brasileira.

De São Paulo, para a Radioagência NP, Aline Scarso.

05/03/2013