Skip to Content

Manifestantes pressionam por relatórios da Comissão da Verdade

  • user warning: Table 'ranp3.scheduler' doesn't exist query: SELECT * FROM scheduler WHERE nid = 11518 in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/scheduler/scheduler.module on line 497.
  • warning: Parameter 2 to genericplayers_swftools_flashvars() expected to be a reference, value given in /data_cpro6462/ranp/public_html/includes/module.inc on line 476.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Declaration of views_handler_argument::init() should be compatible with views_handler::init(&$view, $options) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/handlers/views_handler_argument.inc on line 744.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_validate() should be compatible with views_plugin::options_validate(&$form, &$form_state) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_submit() should be compatible with views_plugin::options_submit(&$form, &$form_state) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.

No lançamento do arquivo digital do DEOPS/SP, o Levante Popular da Juventude realiza um ato político. Manifestantes cobram a divulgação de relatórios e o compromisso com a revogação da Lei de Anistia.

Está faltando algum conteúdo do Flash que deveria aparecer aqui. Talvez seu navegador não possa exibi-lo. Instale a última versão do Flash em seu computador, ou atualize sua versão.

(4’16” / 1.00 Mb) - A falta de transparência nos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade foi alvo de protestos na segunda-feira (1), na cidade de São Paulo. Durante o lançamento do arquivo digital da Delegacia Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), integrantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato político e fizeram a leitura de um manifesto assinado por seis organizações.

Entre os pontos de pauta, os manifestantes cobraram a divulgação frequente de relatórios parciais do trabalho realizado e o compromisso com a revogação da Lei de Anistia. O presidente da Comissão, Paulo Sérgio Pinheiro, respondeu às críticas e prometeu ampla divulgação das investigações no mês de julho.

“Da mesma maneira que algumas investigações criminais não podem ser acessadas em tempo real na internet, há algumas investigações que não vão ser públicas porque nós estamos trabalhando com vestígios arqueológicos, tentando refazer cadeias de comando. Então, infelizmente isso vai continuar.”

A Comissão Nacional da Verdade foi instituída em maio de 2012 pela presidenta Dilma Rousseff. Os trabalhos devem ser realizados no período de dois anos. Pinheiro considera o prazo longo e afirma que a Anistia não compromete o esclarecimento de crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura civil-militar (1964-1985).

“A Lei de Anistia, por mais chocante que seja, não nos ajuda nem atrapalha. Não atrapalha porque está no nosso mandato [a tarefa] de reconstituir as consequências das graves violações de direitos humanos. Está no nosso mandato apontar os autores. Hoje a jurisdição penal não pode indicar autores dos crimes cometidos, mas nós podemos.”

Pinheiro recebeu uma cópia do manifesto, que deverá ser compartilhado com os demais membros da Comissão. Para a integrante do Levante Popular da Juventude, Juliane Furno, os desafios da Comissão não se limitam a oferecer elementos para a reconstrução de parte da história brasileira.

“Para recontar a história do Brasil, a gente vai ter que mexer nesse passado obscuro, não só para descobrir a verdade, mas para exigir justiça. Além disso, a gente acredita que a luta por memória, verdade e justiça não é obra somente daqueles que foram envolvidos diretamente no período da ditadura militar, mas é uma luta de todo o povo brasileiro e em especial da juventude.”

Deops digital

A partir do lançamento dos arquivos digitais do Deops, pelo governador Geraldo Alckmin, cerca de 1 milhão de páginas poderão ser acessadas pelo site do Arquivo Público do Estado de São Paulo (arquivoestado.sp.gov.br). A consulta dispensa cadastro prévio e o uso de senhas.

A digitalização dos documentos pertencentes ao órgão oficial da repressão é resultado de uma parceria entre a Associação dos Amigos do Arquivo Público de São Paulo e do Ministério da Justiça.

Paulo Abrão, secretário Nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia recomenda cautela na interpretação dos documentos. Para ele, é um passo adiante no reconhecimento do direito das vítimas do regime autoritário da ditadura no Brasil.

“Nós sabemos que boa parte desses arquivos revelam um falseamento da realidade. Eles foram construídos para poder justificar a violência do Estado autoritário.  E dentro deles estão muitas mentiras. E é por isso que nós afirmamos a síntese desse processo histórico deve ser feita a partir da análise dos arquivos da repressão junto com os arquivos das vítimas.”

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

02/04/13