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Fazendeiro é condenado a cinco anos por trabalho escravo

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Fiscalização encontrou condições precárias de moradia e trabalho, principalmente em relação à saúde e segurança. Alguns trabalhadores não chegaram nem a receber salário pelo trabalho prestado

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(1’10” / 273 Kb) - A Justiça Federal em Marabá, no sudeste do Pará, condenou o proprietário rural Vivaldo Rosa Marinho a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto. Ele foi responsabilizado por submeter trabalhadores a condições semelhantes às da escravidão.

Segundo a denúncia, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2009 o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, do Ministério do Trabalho e Emprego, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, encontrou onze trabalhadores em condições subumanas na fazenda “Novo Prazer”, que fica em Marabá e é propriedade de Marinho.

Os trabalhadores foram encontrados em condições precárias de moradia e trabalho, principalmente em relação à saúde e segurança. As instalações sanitárias, quando existiam, encontravam-se em condições deploráveis.

Ainda foram verificadas condições inadequadas para a conservação e o preparo dos alimentos, bem como ausência de água tratada para consumo, que era retirada de um córrego ou poço. Alguns trabalhadores não chegaram nem a receber salário pelo trabalho prestado.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

*Com informações do Brasil de Fato

26/04/13