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Debate, formação e ação nas ruas demonstram força e unidade da luta feminista

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Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres reforça a autonomia sobre o corpo e auto-organização. Participante avalia as políticas públicas de combate à violência e narra como essa realidade se repete em outros países.

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mulheresmarcha1(8’07” / 1.85 Mb) - Em uma demonstração de força e unidade na luta comum contra o machismo, o racismo e a lesbofobia, cerca de 2 mil mulheres se reuniram em um ato pela Avenida Paulista, em São Paulo. A ação, que ocorreu no sábado (31), marcou o encerramento do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

Com faixas e palavras de ordem, como “se cuida, se cuida, seu machista / A América Latina vai ser toda feminista”, o movimento reforçou a luta pela autonomia sobre o corpo e auto-organização das mulheres.

A manifestação pelas ruas da capital paulista expressou o resultado de uma semana de debates e oficinas, que reuniu representantes de 48 países desde o dia 25 de agosto no Memorial da América Latina.

Enquanto ocorria o Encontro, o Senado aprovou a inclusão da violência doméstica na Lei de Crimes de Tortura (Lei 9.455/1997). A proposta está entre os quatro projetos de proteção à mulher aprovados no plenário no dia 29 de agosto.

No documento final do encontro, as mulheres destacam, entre outras defesas, o direito ao aborto legal, seguro e público, além de exigirem a aplicação plena da Lei Maria da Penha.

Em entrevista à Radioagênica NP, a integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF) Sônia Coelho, faz um balaço do encontro, que reuniu cerca de 1,6 mil participantes. Ela afirma que um aspecto comum relatado por todas as mulheres é a questão da violência.

Radioagência NP: Sônia, o encontro teve a participação de representantes de vários países, o que existe em comum na realidade dessas mulheres?

Sônia Coelho: Então, aqui nós estamos com mulheres de todos os continentes, de muitos países, de cerca de 40 países, e um aspecto comum, infelizmente na realidade de todas as mulheres é a questão da violência. Em um dos painéis, as mulheres de Moçambique colocavam a sua experiência falando de como ainda hoje em Moçambique, após ter passado por toda uma luta pela independência e por revolução, as meninas ainda são submetidas a casamentos forçados, a práticas não só de retirada de clitóris. Ficamos sabendo de um outro tipo de operação que eles fazem nas mulheres ainda menina. Eles fazem um procedimento que puxa os grandes lábios da vagina da menina para ficar grande e grosso no sentido de deixar a menina mais gostosa. Porque essas meninas quando tem a primeira menstruação já tem um homem adulto que vai ser o marido. Essa menina já está prometida, já tem um marido que é praticamente o dono dela, que a trata com violência e a família não pode retirar essa menina dali porque não tem como sustentá-la. Elas colocaram o quanto a cultura lá ainda é uma cultura misógina e violenta contra as meninas.

mulheresmarcha2Radioagência NP: Que balanço você faz do encontro?

SC: É um momento muito importante da gente reafirmar nossa luta, feminista, anti-capitalista, anti-colonial. Aqui tem se trazido muito esse debate do imperialismo, do colonialismo, como isso aprofunda a desigualdade entre homens e mulheres. E um aspecto importante, toda vez que a gente reúne mulheres do Brasil todo, mulheres de vários países do mundo, isso nos fortalece como movimento, fortalece nossa auto-organização. E acho que é principalmente esse aspecto. A gente vê o quanto ainda é necessário a auto-organização das mulheres e quanto nós precisamos ainda disseminar o feminismo em nossos países, e fortalecer os nossos países, para enfrentar a situação de desigualdade e opressão que nós vivemos.            

Radioagência NP: Como vocês avaliam a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a Mulher (CPMI) criada para verificar falhas na Lei Maria da Penha?

SC: No ano passado ela teve um papel importante de demonstrar essa situação de como os municípios estão lidando com essa situação. Agora eu acho que ela não teve a repercussão e a relevância que poderia ter tido no Brasil. Foi uma CPMI que mobilizou inclusive muitas pessoas e movimentos, que contribuíram bastante para a produção de depoimentos, documentos, atuando em relação a situação da realidade da violência no Brasil. E eu acho também que ela perdeu também o tempo político. A gente sabe que esses temas relativos à questão da mulher no Senado, no Congresso, em uma perspectiva de mudança, de melhorar a vida das mulheres, não são tão valorizados. Então, uma CPMI que demorou praticamente um ano e meio, e, é claro, demorou um ano e meio exatamente pela extensão da violência, pelo tanto de casos, documentos e relatórios que foram produzidos, mas de alguma forma ela perdeu o tempo político porque se alongou demais na minha percepção. E não teve o destaque que deveria ter.

mulheresmarcha3Radioagência NP: Do ponto de vista institucional, o que falta para a efetivação das leis?

Falta no Brasil recurso seja nos municípios e nos estados. A gente citou o caso do estado de São Paulo, que é um dos estados mais ricos do Brasil, e que não coloca recurso nenhum, não coloca um centavo, para proteger as mulheres da violência. Não tem como você implementar lei, como combater e prevenir a violência, se os estados e municípios não assumirem com recursos próprios, e não ficar só demandando do âmbito federal, que é importante. Tem quer ter política, sim, tem que ter recurso, sim, mas cada ente federativo tem que fazer a sua parte, porque a violência contra a mulher tem uma dimensão muito grande. Você precisa ter profissionais formados, capacitados, serviço organizado, equipamentos públicos. Você precisa ter um conjunto de elementos para você fazer uma política articulada, no estado, no município, na federação, para que a gente possa dar resposta a essa situação de violência.           

De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.

03/09/13

Foto: Rafael Stedile

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