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Catadores defendem “lixo zero” para resolver problema dos resíduos sólidos

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Perto do prazo final, menos de 10% dos municípios se adequaram à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Extremamente danosos, projetos de incineração ganham força e ameaçam trabalho de catadores e meio ambiente.

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plano-nacional-de-residuos(6’12” / 1.42 Mb) - Até agosto de 2014, todas as cidades brasileiras devem elaborar e colocar em prática os seus planos de gestão de resíduos sólidos e eliminar os lixões. A menos de um ano para o prazo, nem 10% dos municípios conseguem cumprir o cronograma estabelecido pela Lei 12.305/10, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O cumprimento de todos os itens envolve diversos setores como governos, instituições, empresas, catadores e a sociedade civil. Além da coleta seletiva, a legislação sugere a compostagem de lixo orgânico, programas de educação ambiental para a redução e reutilização dos resíduos, logística reversa e tratamento de entulhos da construção civil. Estima-se que a produção de lixo no Brasil seja de 193.642 toneladas por dia.

Diante da impossibilidade de regularizar a destinação do lixo, algumas cidades apontam para a implantação de usinas de incineração, o que é visto com preocupação por diversos setores. Em entrevista à Radioagência NP, o integrante da articulação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Alex Cardoso faz uma importante advertência quanto ao uso desse tipo de tecnologia.

Cardoso explica que o incinerador queima matéria-prima que poderia ser reaproveitada, além de transformar 30% do lixo em cinza, gerando problemas ambientais. Entre outras alternativas, o catador defende a política do “lixo zero” como a maneira mais sensata de enfrentar o problema.

Radioagência NP: Alex, que perigos a incineração do lixo representa?

Alex Cardoso: Primeiro que o incinerador ele queima matéria-prima. Quando ele queima, ele não consegue transformar 100%, ele transforma, ele deixa uma porcentagem de aproximadamente 30% que vira cinza altamente tóxica. O processo da queima libera dioxinas e furanos. Elas são liberadas ao meio ambiente pelo ar. Eles colocam um sistema de filtro para filtragem da fumaça e aí o que se libera que passa pelo filtro é muito pior do que até do que fica porque são nanopartículas, micropartículas que vão ser levadas pelo vento para qualquer parte do mundo. A outra questão é que se queima uma matéria-prima necessariamente para repor tem que degradar o meio ambiente mais uma vez.

Radioagência NP: De que maneira esse processo afeta os catadores?

AC: Temos mais de um milhão de catadores no Brasil e fazem há mais de 30 anos aqui o sistema de coleta e gestão de resíduos sem nenhum benefício, sem nenhum custo, sem nenhuma valorização. O incinerador vai de contrário a isso porque no caso a reciclagem ela é muito mais eficaz, muito mais barata e inclui as pessoas. O incinerador para fazer uma planta para incinerar mil toneladas por dia tem um custo de R$ 500 milhões de reais e aí inviabiliza todos os processos de reciclagem e de inclusão de pessoas. Então, automaticamente para implantar um sistema desses, que é altamente tecnológico e muito caro necessariamente os municípios precisam assinar contratos de 20 a 30 anos com essas empresas, o que inviabiliza todos os outros processos de poder ter a inclusão de pessoas, de poder ter transparência, de poder ter valores e concorrência no mercado.

Radioagência NP: Quais alternativas são colocadas pelo movimento de catadores?

AC: A nossa proposta é de ter 100% de reciclagem ou o chamado lixo zero. Nós temos hoje no Brasil um potencial de 53 a 56% de materiais passíveis de reciclagem. As outras porcentagens elas são na questão dos orgânicos e algumas partes de inertes e de outros materiais que eles tem reciclabilidade ou reaproveitamento, mas não tem investimento. E na nossa parte é que tenha investimento para fazer a compostagem e a partir da compostagem fazer biodigestores. E a partir dos biodigestores produzir a biomassa para geração de energia. E o reaproveitamento dos resíduos da construção civil para que se possa construir ruas e blocos para fazer pavimentação.

Radioagência NP: Há possibilidades de as empresas trabalharem em conjunto com os catadores?

AC: É a nossa proposta enquanto movimento dos catadores é que a gente possa criar uma bolsa de valores, ou um banco nacional de resíduos. A partir do momento em que a empresa produz, ela emite um crédito e automaticamente a cooperativa ou associação que fez o trabalho de coleta e reciclagem quando vendido e comercializado esse material automaticamente recebe o crédito. A outra vantagem que nós temos é que a partir do momento que o catador comercializa esse material, ele vai comercializar em uma empresa ou em uma indústria que ela está em um cadastro nacional que vai praticar bons preços e que não vai ter exploração, que não vai fazer como é hoje que é um capitalismo selvagem no campo dos resíduos, no campo dos recicláveis. Então automaticamente nós teríamos benefícios dobrados. Um que é o benefício humano, tem a questão da exploração porque é o capitalismo selvagem que funciona, não tem nenhuma regra sobre a questão das compras do resíduo no Brasil. E a outra é beneficiar verdadeiramente os que trabalham e aqueles que são poluidores, os que são produtores pagar por aquilo pela sujeira que fazem.

De São Paulo, da Radioagência NP, Leonardo Ferreira.

19/11/13

Foto: Reprodução/Agência Câmara

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