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Comunidades do Cerrado lutam contra extração de gás que ameaça aquíferos

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Técnica utilizada para obter gás xisto, a chamada fratura hidráulica,  foi banida em diversos países. Existe o risco de um impacto ambiental de caráter nacional e até continental, segundo as organizações.

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(1’56” / 456 Kb) – Comunidades tradicionais do Cerrado e movimentos sociais lançaram moção de repúdio contra a exploração do gás xisto. As entidades se manifestaram contrárias à 12ª Rodada dos Leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP), prevista para os dias 28 e 29 de novembro. A moção de repúdio foi lançada durante o Encontro de Povos e Comunidades do Cerrado realizado no final de semana em Goiás.

A técnica utilizada para obter o gás de xisto, a chamada fratura hidráulica, segundo a nota, foi banida em diversos países do mundo, pois pode contaminar com materiais tóxicos as águas subterrâneas. Para Edison Munhoz, do Sindipetro RJ, a tecnologia não atende aos interesses do Brasil.

“Nada justifica nesse momento que Brasil invista numa tecnologia que comprovadamente só serviu para levantar por algum tempo as ações das empresas americanas que já não têm mais reservas dentro dos Estados Unidos e queriam mostrar para o mundo que podiam fazer uma coisa diferente, extraindo das rochas o óleo e o gás do xisto e que se mostrou totalmente antiambiental e mostrou de uma forma muito contundente ser economicamente inviável."

Ao todo serão leiloados 240 blocos territoriais de gás de xisto no Acre, Amazonas, Piauí, Maranhão, Goiás, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

Nessas regiões, segundo o movimento, se encontram os principais aquíferos do país como o Bambui, Urucuia e Guarani, que alimentam os rios brasileiros e suas bacias. Existe o risco de um impacto ambiental de caráter nacional e até continental, segundo as organizações.

A fratura hidráulica, de acordo com o movimento, consiste em injetar enormes quantidades de água e componentes químicos poluentes no subsolo para a extração do gás, com a finalidade de fraturar as rochas em que ele se encontra.

De São Paulo, da Radioagência NP, Leonardo Ferreira.

26/11/13

Foto: Reprodução

Moção de Repúdio à exploração de gás de xisto e ao uso da fratura hidráulica e em defesa do Cerrado

Reunidos em Luziânia entre os dias 22 e 24 de novembro, os cerca de 130 representantes de povos e comunidades tradicionais do Cerrado, assim como agentes da CPT atuantes nos estados em que se encontra o bioma, aprovaram uma Moção de Repúdio contra a exploração do gás Xisto. A técnica utilizada para obter o gás, a chamada fratura hidráulica, foi banida em diversos países do mundo pois pode contaminar com materiais tóxicos as águas subterrâneas. Confira a Moção:

Nós, povos (indígenas, retireiros/as, assentados/as, quilombolas, fechos de pasto, ribeirinhos/as) do cerrado da Bahia, de Minas Gerais, de Rondônia, de Goiás, do Maranhão, do Piauí, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e São Paulo, agentes da Comissão Pastoral da Terra e do Conselho Indigenista Missionário, religiosos/as, professores/as universitários/as, da Rede Cerrado, do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Rede Grita Cerrado, da Agência 10envolvimento e profissionais da área técnica, reunidos em Luziânia (GO), entre 22 e 24 de novembro de 2013, no encontro intitulado “No veio das águas brota a vida, dos troncos retorcidos surge a esperança”, onde nos encontramos para discutir a intensa degradação ambiental do bioma Cerrado e as nossas resistências e meios de preservação, vimos por meio dessa Moção manifestar a nossa indignação e perplexidade ante a mais uma forma de degradação ambiental em curso.

O bioma Cerrado, tão intensamente devastado pelo agronegócio, através do desmatamento da vegetação nativa, do uso de agrotóxicos, da contaminação do solo e dos corpos hídricos, nesse momento é alvo de mais uma investida que trará impactos socioambientais de proporções gigantescas. Trata-se da exploração de gás de xisto, que tem como método a chamada fratura hidráulica. A fratura hidráulica, em resumo, consiste em injetar enormes quantidades de água e componentes químicos altamente poluentes no subsolo para a extração do gás, com a finalidade de fraturar as rochas em que ele se encontra. Esses poluentes químicos migram para as águas subterrâneas, e, conforme já se posicionaram inúmeros cientistas, a exemplo da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciência, não há estudos sobre o controle e mitigação de impactos socioambientais gerados pela fratura hidráulica e sobre a despoluição das águas contaminadas pelos metais pesados, o que torna essa contaminação irreversível.

A exploração de gás de xisto por meio da fratura hidráulica tem sido banida em diversos países do mundo, como França e Uruguai. No entanto, o governo brasileiro, sem comunicar a população dessa catástrofe ambiental, irá realizar nos dias 28 e 29 de novembro de 2013, a 12ª Rodada dos Leilões da Agência Nacional de Petróleo. Serão leiloados duzentos e quarenta blocos territoriais no Acre, Amazonas, Piauí, Maranhão, Goiás, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Nessas regiões em que estão blocos e que serão objeto de fratura hidráulica, sabemos que se encontram os principais aquíferos, Bambui, Urucuia, Guarani, que alimentam os rios brasileiros e suas bacias. O que dá ao impacto ambiental gerado pela fratura hidráulica um caráter nacional e até continental.

Em defesa do cerrado, dos aquíferos brasileiros, sobretudo o Urucuia, dos nossos territórios tradicionais, e dos nossos modos de vida, nos posicionamos contra a realização da 12ª Rodada de Leilões da ANP, contra o uso da fratura hidráulica e exploração de gás de xisto, contra mais essa forma nefasta de devastação de bioma que estamos tentando manter em pé.

 

Participantes do Encontro de Povos e Comunidades do Cerrado

 

Luziânia, 24 de novembro de 2013.

 

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