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Vidas em continuação

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Em homenagem aos 30 anos do MST, o filósofo, poeta e escritor Ademar Bogo preparou uma crônica especial para a Radioagência Brasil de Fato. O texto “Vidas em Continuação” é interpretado pelo músico e compositor Fábio Carvalho

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(3’55” / 920 Kb) - Dizem os mais experientes que viver é uma temeridade. Vive-se e revive-se a todo instante, momentos derradeiros. Enquanto uns nascem, outros vão embora e deixam um mundo inteiro cheio de ensinamentos prontos. Viver é cultivar ensinamentos; morrer é ver os outros cultivá-los.

A luta pela terra é uma causa estranha. É como quando uma fera luta para encontrar comida e se depara diante de títulos de propriedade. A terra inteira ou repartida é somente terra, mas quando se torna pretendida, se transforma em causa nas consciências; ela deixa de ser terra e passa a ser destino, razão da sobrevivência.

E as multidões, indo ao encontro das imensidões, anunciam que o tempo há de mudar; e à terra proibida, ao ser reconhecida, se dispõem em ajudar a produzir e a satisfazer por todo o tempo que ainda há de se fazer.

Mas o mundo gira e coloca em evidência a força dos contrários. Eis então que os levantados do nada retornam à terra em dias de violência e, ao invés de sementes são obrigados a enterrar a própria carne para se dissolver. Assim a terra é o abrigo prometido, não importa se o corpo esteja vivo ou já morrido, importa é que ela é um lugar de encontros e despedidas.

E a mão da liderança que aponta a direção, deixa de fazer acenos. A violência é como a peste, mata quem mais precisaria viver para manter o gesto. Quer intimidar o resto. Mas o resto organizado não pode ser intimidado, porque já se tornou sujeito coletivo; um só caráter e um só cultivo.

Ao matar a liderança combativa não morre a causa, ela permanece viva. É a mesma causa que instiga as conquistas, segue em frente, mesmo não sendo vista. E quando as ideias enganam os pobres passos, ela não se desvia do destino; e como a lembrança mais teimosa, espera silenciosa, sob o olhar dos que partiram e de longe vigiam. Aguardam que as consciências façam dos conflitos entre os vivos desiguais, um jeito de lembrá-los e torná-los imortais.

É pelos vivos que os mortos nunca abandonam o campo de batalha. É pelos vivos que a história não tem fim. No passo a passo alongam-se as memórias; de flor em flor segue vivo o jardim. Por isto, para se ter militantes eternizados é preciso que o conflito seja intensamente continuado, para não dar razão àqueles que os mataram.

Se a eternidade vem do poder do tempo, a imortalidade vem do poder da história. Eterno é quem se desmancha, mas não se transforma. Imortal é quem permanece vivo na memória. Mas nenhum mártir vive só por ser lembrado; vive porque continua sendo pelos vivos praticado. Fazer o que os mortos já não fazem não é imitação, é respeito, é honra à tradição que dá continuidade aos momentos já lutados.

E os que partiram ajudam a seguir com seus exemplos e valores. Ninguém, após a morte física pode ser egoísta, invejoso ou pessimista; esses são defeitos dos vivos imperfeitos, que vivem e respiram o ar anteriormente respirado, com os germens da contaminação. Os que já não respiram estão purificados, por isto não envelhecem, não se entristecem nem sequer se fazem de arrependidos; porque sempre partem no tempo em que as coisas, para eles, mais fazem sentido.

12/02/14

Comentários

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