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Semana de derrotas

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(4'05'' / 959 Kb) - O movimento social acumulou duas derrotas na última semana. Na mesma semana presenciou a derrota na votação do Código Florestal e assistiu ao recuo do governo na política de combate à homofobia. Na mesma semana ainda, o movimento social recebeu a notícia do assassinato do casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo que lutava contra a devastação florestal e a exploração ilegal de madeira no entorno da comunidade de Maçaranduba, município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

As derrotas do movimento social articulam-se com a crise política que envolve o governo de Dilma Rousseff. As derrotas na votação do Código Florestal e no recuo ao combate a homofobia se deram em um contexto de crise tendo como epicentro as denúncias contra o ministro da Casa Civil Antonio Palocci. Setores conservadores como a bancada ruralista e a bancada evangélica usaram a crise envolvendo Palocci como “moeda de troca” para avançar em seus interesses corporativos.

As últimas semanas foram difíceis também para Dilma Rousseff que enfrenta o seu pior momento desde que assumiu. A situação se agravou com a sua ausência no debate sobre as polêmicas. A distância da presidenta teria sido motivada, em parte, por problemas de saúde, são poucas as informações sobre a real situação de sua saúde.

Por outro lado, a entrada e intervenção de Lula na conjuntura nacional, também é ruim para Dilma. Passou a imagem de uma presidenta fraca, sem força de reação e articulação. Quatro meses depois de deixar o poder, Lula reaparece para “tomar as rédeas” do descontrole do governo em contornar a crise.

As derrotas do movimento social também são derrotas do governo. A aprovação da flexibilização do Código Florestal não teria sido possível sem a frouxidão do governo e até mesmo certa conivência. Diferente de outras situações, como por exemplo, quando da aprovação do salário mínimo , dessa vez o governo não se empenhou e fugiu do embate com o agronegócio. Apenas na reta final quis reagir, aí já era tarde demais.

Na polêmica do kit anti-homofobia, o governo ficou refém do conservadorismo das bancadas religiosas e o recuo dificultará a retomada do projeto.

A ausência de uma aliança consistente com as forças progressistas da sociedade tem tornado o governo refém das forças conservadoras no Congresso. O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, distancia-se cada vez mais dos movimentos que lhe deram origem e orienta-se sempre e cada vez mais pela ação institucional.

Para piorar a situação, a crise envolvendo Palocci, um ministro que sempre fez o jogo dos interesses do capital financeiro ampliou as derrotas das forças populares da sociedade. A falta de transparência e os caprichos de consumo de Palocci comprometem o governo de Dilma e a agenda progressista.

*Cesar Sanson é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutor em sociologia pela UFPR.

31/05/11