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Economia Mundial. Cenário sombrio

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(4’51” / 1,1 Mb) - Prolongamento da grande crise – que se iniciou em agosto de 2007 e atingiu seu ápice com a quebra do banco americano Lehman Brothers em setembro de 2008 –, a crise da zona do Euro recolocada a nu pelos acontecimentos nos últimos dias na Grécia, põe na agenda global o risco de uma nova crise econômica sistêmica.

O cenário da economia mundial é mais sombrio quando da crise de 2008. Vivemos sob a perspectiva econômica uma era de incertezas. Nem mesmo a locomotiva econômica do mundo, a China, está a salvo das implicações da crise que ronda a Europa e os Estados Unidos. Os outros emergentes, entre eles o Brasil, menos ainda.

Assim como a crise de 2008 não foi prevista pelos oráculos da economia mundial, como as escolas de economia de renome e as agências de consultoria que fazem de seus ratings dogmas de fé, qualquer afirmação cabal sobre os desdobramentos e consequências da crise são tiros n’água.

A retomada da crise econômica na zona do Euro coloca em debate velhos temas, como “regulação versus livre mercado” e novos temas, como o papel que exercem na economia mundial as agências de classificação de risco.

Os últimos dias foram péssimos para a economia mundial. Na Europa, na América e na Ásia vêem-se movimentos de retração econômica. A situação econômica na Europa é de desconfiança generalizada e se deteriorou pela crise grega. Apesar da aprovação do pacote draconiano imposto à Grécia – demissões em massa, redução salarial, privatizações e aumento de impostos – em troca de alguns bilhões de euros para estancar a sangria e a insolvência financeira do país, ninguém acredita que o problema foi solucionado. Ato contínuo, agências de classificação de risco rebaixaram Portugal como a “bola da vez”, o que causou irritação no meio político europeu sobre o poder dessas agências.

As más notícias na Europa se estendem ainda às medidas e anúncios de pacotes de austeridade por parte da Itália e da Espanha. O movimento 15M é uma reação direta ao cortes sociais em curso na Espanha.

A economia dos Estados Unidos (EUA), por sua vez, patina há anos e o endividamento do Estado assume proporções sem precedentes. A China, economia ainda superaquecida, diante das ameaças de recessão mundial e dos riscos inflacionários internos, reduz a velocidade da locomotiva.

Novamente, o capitalismo financeiro emerge como o grande protagonista da crise e é em nome dele que se exigem enormes sacrifícios. A resistência dos fundamentos do neoliberalismo, que se julgava debilitado pela grande crise de pouco tempo atrás, dá sinais de que a transição da economia de livre mercado para uma economia regulada está distante de acontecer. A tese propagandeada pelos políticos de que era preciso “refundar o capitalismo” virou quimera.

A relevância que as agências multilaterais como o Fundo Monetário Internacional - FMI e o Banco Central Europeu – BCE associado às agências de classificação exercem no cenário da crise sinaliza para a força do capital financeiro. Mesmo após a crise e a desmoralização dessas instituições na crise econômica mundial de 2008, são elas que continuam dando as cartas.

O jogo continua sendo jogado da mesmíssima maneira como se percebe agora com a crise da zona do euro. As velhas receitas são as mesmas de sempre.

Cesar Sanson é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutor em sociologia pela UFPR.

12/07/11