Governo não cumpre acordo e atingidos realizam ações em 14 estados
Manifestantes denunciam “falsas soluções apresentadas pelas empresas para a preservação do meio ambiente, baseadas no aumento da apropriação dos bens naturais e na violação dos direitos humanos”
(1’48” / 424 Kb) - Populações atingidas por barragens de todo o país realizam mobilizações em 14 estados nesta semana. Audiências públicas e protestos em complexos hidrelétricos são algumas das ações. Os manifestantes denunciam as “falsas soluções apresentadas pelas empresas para a preservação do meio ambiente, baseadas no aumento da apropriação dos bens naturais e na violação dos direitos humanos”
Soberania alimentar e energética também fazem parte do debate, que busca chamar atenção para o fim das concessões da maioria das hidrelétricas. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o momento é propício para se exigir a redução das tarifas da energia para o consumidor comum, pois a autorização de exploração dos empreendimentos começa a vencer em 2015.
Os contratos em vigência garantem que as grandes empresas paguem apenas o preço de custo, enquanto as residências são submetidas a taxas abusivas.
Joceli Andreoli, integrante da coordenação nacional do movimento, destaca que o principal objetivo da mobilização é garantir o cumprimento de um acordo firmado junto ao governo federal em março de 2012. Até o momento, nenhum dos projetos que buscariam reduzir o impacto das barragens nas comunidades foi iniciado.
“Estamos reivindicando agilidade no cumprimento do acordo e nos preparando para a ‘Rio+20’. O MAB levanta as preocupações em relação à tentativa dos países em instituir cada vez mais o meio ambiente como mercadoria, sobretudo as águas e os rios. E o meio ambiente não pode ser visto como mercadoria, mas como um direito das pessoas.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
05/06/12
