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Esculacho denuncia participação de militar na tortura de jornalista

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O ato foi organizado pelo Levante Popular da Juventude, com o apoio de movimentos que participam da Cúpula dos Povos, evento alternativo à Rio+20.

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(1’39” / 387 Kb) - Aproximadamente 1,5 mil pessoas participaram de um protesto em frente à casa do ex-capitão do Exército Dulene Aleixo Garcez dos Reis, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Chamada de esculacho, a mobilização ocorreu nesta terça-feira (19), com o objetivo de denunciar a participação do militar na tortura do jornalista Mario Alves, em 1970.

O ato foi organizado pelo Levante Popular da Juventude, com o apoio de movimentos que participam da Cúpula dos Povos, evento alternativo à Rio+20. Mario Alves foi morto dentro do 1º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro da Tijuca. No local funcionava o antigo Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

Nos dias 26 de março e 14 de maio, o Levante fez protestos em todo o Brasil contra agentes da ditadura civil-militar acusados de torturar, matar e perseguir militantes. Entre as reivindicações, o movimento cobrava a instalação da Comissão da Verdade. Já em 17 de abril, os manifestantes organizaram protestos em memória aos16 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás (PA).

A ação conhecida como esculacho tem o objetivo de denunciar ex-agentes que participaram direta ou indiretamente da ditadura militar brasileira. Segundo relato de lideranças do Levante, em todos os casos ficou demonstrado que esses militares “continuam levando suas vidas normalmente, sem que tenham passado por algum processo de julgamento sobre seus atos”.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

19/06/12