Construção de hidrelétrica deve inundar 40 mil ha de florestas
(1´20´´ / 314 Kb)- Desde março deste ano, a Justiça Federal acata pedido do Ministério Público para suspender os estudos de impacto ambiental que poderiam avançar no processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Arara, Trincheira Bacajá, entre outras comunidades indígenas, serão diretamente afetadas com a construção da usina. Segundo a Constituição Federal, os índios devem ser consultados em casos como este, mas eles não foram seque procurados durante a elaboração do decreto.
A hidrelétrica poderá ser construída no trecho do rio denominado Volta Grande do Xingu. Segundo a organização não-governamental Greenpeace, a hidrelétrica Belo Monte vai inundar mais de 40 mil hectares de florestas e afetar diretamente diversos povos indígenas, modificando a dinâmica do rio Xingu e emitindo imensas quantidades de gases de efeito estufa.
A Constituição determina que a consulta prévia das populações indígenas é requisito indispensável para qualquer empreendimento de exploração de recursos hídricos e de riqueza mineral nas áreas indígenas. Segundo o Ministério Público, além das conseqüências sócio-ambientais da obra, a hidrelétrica contém irregularidades em seu projeto e vai desperdiçar dinheiro público.
De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Clara Meireles
15/05/06
