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Siderúrgicas exploram a Amazônia há anos, afirma Ecodebate

Clique aqui para ouvir (1´51´´ / 434 Kb) - O governo federal pretende estimular o plantio de eucalipto no leste do Pará e oeste do Maranhão para reduzir a pressão sobre a floresta Amazônica, que está sendo destruída para que siderúrgicas sejam alimentadas por carvão vegetal. A idéia é produzir o material sem precisar derrubar a biodiversidade da mata. Apesar da aparente boa-vontade do governo, a decisão é vista pela organização não-governamental (Ong) de ecologistas Ecodebate, como medida insuficiente, já que o foco da história é outro.

Segundo a Ong, o país possui incontáveis exemplos da devastação causada pela ganância de empresários, confiantes na impunidade. Em nota publicada esta semana, a entidade afirma que vem denuncia a exploração das siderúrgicas na região há muito tempo.

No entanto, foi somente a partir do ano passado, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se deu conta da extensão da exploração das siderúrgicas, e passou a aplicar multas altíssimas na região.

De acordo com a organização Ecodebate, as multas são simbólicas e nada se altera de fato. As multas emitidas não seriam cobradas, já que o Ibama arrecadaria menos de 3% com cada uma delas.

Segundo as estimativas do Ibama, as siderúrgicas consomem cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lenha por ano. Isso representa a exploração de 200 mil hectares de mata nativa – o mesmo número em campos de futebol. No entanto, é preciso criar alternativas aos pequenos agricultores que dependem do carvão vegetal, já que mais de 30 mil famílias na região de Carajás (PA), por exemplo, sobrevivem de seu cultivo.

De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Clara Meireles

26/05/06