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Embargo ambiental ou metas singelas contra aquecimento global?

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(3'28'' / 815 Kb) - A questão ambiental hoje, no grande mercado verde, aquele com muita maquiagem e propaganda, é tratada por seus gestores, como um fator decisivo no mercado, de alta competitividade. Esta semana foi divulgado um relatório da Organização das Nações Unidas, a ONU, que trata pontualmente sobre os compromissos assumidos por 60 países em reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

O estudo foi elaborado na esteira dos resultados da Conferencia do Clima, ou Conferencia das Partes, que aconteceu em Copenhague, em dezembro do ano passado. De acordo com o documento os compromissos assumidos não são suficientes para garantir o limite de segurança de 2ºC de alta das temperaturas. Este limite significa o aumento da temperatura na média global.

O mais preocupante, é que mesmo os compromissos assumidos anteriormente, muito singelos, nada representativos mediante a necessidade de evitar um colapso climático, não foram cumpridos, salvo alguns países, e com o peso de um certo descompasso nos números e na contabilidade, a grande maioria dos países industrializados, principalmente aqueles no topo da lista dos mais poluidores, não fizeram a lição de casa.

Diga-se que a preocupação em manter a estabilidade econômica, através de suas políticas de desenvolvimento às custa de uma produção petrodependente, artificial e viciada em crédito, não permite espaço para avançarmos numa política ambiental mais restritiva, impositiva. Imagine o embargo ambiental. Países que não cumprirem com suas agendas entram na lista suja do grande mercado mundial. Uma medida econômica, de mercado, como o mercado gosta, mas que coloca um novo fator de restrição mercadológica.

A questão ambiental hoje, no grande mercado verde, aquele com muita maquiagem e propaganda, é tratada por seus gestores, como um fator decisivo no mercado, de alta competitividade. Sim, existe um grande mercado mundial de negócios verdes, fruto do tratado de Kyoto. Embora questionável a intenção de muitas das políticas implementadas pelas grandes corporações, é importante avisar para alguns setores hegemônicos da economia mundial, que é possível reduzir os níveis de produção garantindo um mercado. Mas com outras prioridades, com outros valores, baseado numa nova ordem produtiva e de consumo.

Imagine, quando falamos em consumo, não são números globais, não representam a globalização da economia. Muito pelo contrário estamos falando de mais um indicativo da concentração da riqueza. É ali que está o consumo global. Visto que grande parte da população mundial vive em condições pré-industriais, outra grande parcela em condições medievais de vida, sem acesso a mínimos recursos.

Não me surpreende as conclusões do documento da ONU, não fizemos as mudanças necessárias e será muito difícil realizarmos uma transição para um modelo de desenvolvimento descarbonado. Enquanto isso proliferamos falsas soluções e choramos sob os números que contabilizam os atingidos pelas mudanças climáticas.

Ecólogo e coordenador do Instituto Biofilia

25/02/10