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Direito à direita/à esquerda II

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(5'37'' / 1'29 Mb) - A forma-conteúdo do direito à esquerda deve ser contrária à forma-conteúdo do direito à direita. Apesar de uma aparente contradição que possa existir entre ambos, seus princípios são absolutamente antagônicos. O do ter sobre o ser (direito à direita) e o do ser para além do ter (direito à esquerda).

A mídia conservadora atrelada à direita, responde ao direito à dignidade humana como direito de “bandidos”, “marginais”. E não poderia ser diferente, uma vez que a mídia de/da direita responde aos interesses do direito à direita, cujo princípio é o de fetichizar o real, hiper-dimensionar o fictício como vida: o dinheiro como a entidade máxima do direito.

Mas a mídia progressista voltada para a relação dialógica com seus pares e criticando a ação desumana de seus rivais, quando se posiciona à esquerda, retoma o centro das relações do princípio de dignidade como espaço de projeção da liberdade, igualdade e da fraternidade.

Neste se posicionar à esquerda, os até então marginados pela direita, se transformam em SUJEITOS de direitos. E como maioria, estes sujeitos de direito delegam à esquerda, a tarefa histórica de representá-los em todos os espaços, territórios, locais, em que sejam cometidas injustiças em nome da razão da direita, da posse, do ter sobre o ser.

Há muitas contradições envolvidas entre ser proativo no direito à esquerda, e estar imerso numa realidade dominante em que o pulsar mecânico é o do direito à direita. O reivindicativo toma caráter de emergência, o revolucionário fica como se estivesse adormecido, tamanhos os impedimentos dos sujeitos marginados, aparentemente sem direitos. Mas é no adormecido que se encontra o princípio antagônico pelo qual se deve lutar. E como princípio tem que ser entendido em suas táticas e estratégias de produção do novo, em meio ao velho processo de dominação burguesa.

As táticas e a estratégia do direito de/da esquerda

O direito à esquerda nos remete às necessárias táticas de briga formal para o alcance de nossa estratégia de revolucionar as bases que aprisionam os reais sujeitos de direito: os trabalhadores e suas produções que ora não lhe pertencem.

Muitas destas táticas são relativas às disputas, na territorialidade do Estado, da interpretação sobre sujeitos, direitos, ações, deveres.

Outras tantas são inegociáveis, porque abrem um conflito de princípio sobre como se vê o outro, se sua imagem e semelhança refletida no espelho do capital, ou imagem e semelhança, refletida na potência de ser mais própria do ser não tolhido.

Tanto no direito à direita, quanto no direito à esquerda, os grupos lutam com as armas que consolidam ao longo de seu caminhar.

No reivindicativo e no revolucionário o que está em pauta é o conteúdo da dignidade humana.  Ou se luta com as armas da acumulação e da propriedade privada, cujo direito individual é a base a ser defendida pelo direito; ou se luta com as armas da socialização dos fatores e meios de produção, realização do trabalho como pertencente a quem produz, cujo direito social é a base a ser defendida como constitutiva do ser sobre o ter.

Outro caminhar necessariamente possível

Entre um e outro universo, há vários processos que devem ser analisados. Mas a constatação real é a de que, quanto mais se trabalha com a lógica do direito da direita, o das minorias como hegemônicas sobre as maiorias populacionais, tanto mais se perde o sentido do humano, da dignidade e dos três pilares republicanos.

Quanto mais se pulsa à esquerda, tanto mais aquilo que emana das bases materiais concretas de ação deverá, em uma educação para a dignidade, a diversidade, a reciprocidade, ter como princípio o ser social que tem no outro um caminhar coletivo e solidário sobre, como se constrói, hoje, o que se quer para muitos, amanhã.

Do que se trata é de caminhar com consciência de classe sobre o que se tem, a partir de um apanhado histórico sobre o porquê se tem dito viver, e a projeção coletiva do que se quer.

O caminhar à direita tem nos conduzindo, ao longo da história, para uma trilha autodestrutiva enquanto humanidade digna. É hora do grito, hora do basta. Hora da correção de rota sobre outro necessário processo político sobre como caminhar.

O humano se encontra em rota de colisão consigo mesmo, enquanto espécie que projeta seu porvir. Quiçá estejamos em tempos de caminhar à esquerda e provar, a partir das experiências históricas dos acertos e erros deste caminhar, como é possível consolidar outros horizontes necessários para além do capital.

Economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ES

06/04/10