Skip to Content

Brasil: Que país é esse?

  • warning: Parameter 2 to genericplayers_swftools_flashvars() expected to be a reference, value given in /data_cpro6462/ranp/public_html/includes/module.inc on line 476.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Declaration of views_handler_argument::init() should be compatible with views_handler::init(&$view, $options) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/handlers/views_handler_argument.inc on line 744.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_validate() should be compatible with views_plugin::options_validate(&$form, &$form_state) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_submit() should be compatible with views_plugin::options_submit(&$form, &$form_state) in /data_cpro6462/ranp/public_html/sites/all/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.

Está faltando algum conteúdo do Flash que deveria aparecer aqui. Talvez seu navegador não possa exibi-lo. Instale a última versão do Flash em seu computador, ou atualize sua versão.

(5'06'' / 1,17Mb) - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) acaba de lançar o relatório parcial sobre as características da sociedade brasileira em 2010.

Estes dados nos mostrarão se a lógica de modernização via progresso tecnológico, como sinônimo de desenvolvimento, proporcionou a uma parte expressiva da população brasileira um modelo de desenvolvimento com qualidade de vida garantida, conforme o artigo 5º da constituição que “valida” os direitos sociais do povo brasileiro.

A população brasileira e sua composição

Segundo o IBGE, a população brasileira em 2010 é de quase 191 milhões. Deste total, pouco mais de 42% estão no Sudeste, quase 28% no Nordeste, 14,4% no Sul, 8,3% no Norte e 7,4% no Centro-Oeste.

Isto nos dá base para refletir tanto sobre o desigual processo de desenvolvimento capitalista industrial brasileiro, centrado nas Regiões Sudeste e Sul, quanto do permanente fluxo migratório brasileiro.

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2003 a 2008 mais ou menos três milhões de brasileiros deixaram seu estado de origem. Estes migrantes são, em sua maioria, jovens entre 18 e 29 anos.

As maiores ondas de migração são do Nordeste para o Sudeste e dentro do Sudeste. Enquanto apenas 6,1% dos migrantes nordestinos apresentam 12 anos ou mais de escolaridade, entre os migrantes dentro da Região Sudeste este número vai para 23%.

Isto evidenciará uma defasagem salarial e uma tendência à informalidade maior no caso dos migrantes do Nordeste para o Sudeste, em comparação à maior inserção salarial formal de parte dos migrantes dentro do Sudeste.

População por sexo, idade e taxa de fecundidade

No Brasil, enquanto as mulheres representam 51,1% da população (97.342.162), os homens somam 48,9% (93.390.532).

Isto significa dizer que existem 3,9 milhões a mais de mulheres no Brasil em relação aos homens.

Enquanto as mulheres receberão menores salários, mesmo com mais tempo de escolaridade e a continuidade nas tarefas “ditas femininas”, os homens encontrarão uma situação contrária: melhores salários, menos tempo na escola, grande poder patriarcal.

Ao mesmo tempo, homens e mulheres têm reduzido o número de integrantes familiares.  A questão da fecundidade passa por uma reflexão profunda sobre a correta decisão da mulher de ter, ou não, um filho.

Nos anos 50, a taxa de fecundidade média era de 3% ao ano. Em 2010, esta taxa é de 1.17%.  Se antes nossas famílias eram majoritariamente compostas por seis ou sete integrantes, agora possui dois, no máximo três.

O reflexo disto é a diminuição do número de crianças até quatro anos, em contraposição ao aumento de pessoas com 65 para cima. Nos anos 90, o número de crianças de zero a quatro anos era de 11,2% do total e a população com 65 anos ou mais, era de 4,8%. Em 2010 o grupo até quatro anos corresponde a 7,3%, enquanto o de 65 anos ou mais, 7,4%. 

Aqui cabem dois debates centrais:

A nova composição das famílias brasileiras, com cada vez menor número de integrantes;

A mudança da pirâmide etária do Brasil, que nos próximos anos indicará um maior número de adultos e idosos.

O envelhecimento da população brasileira, somado à concentração da população nos perímetros urbanos e à precarização real das condições de vida da classe trabalhadora, relatam a quem este modelo de desenvolvimento capitalista favoreceu.

Um modelo centrado no avanço das forças produtivas, com supremacia para a técnica e com a progressiva retirada do Estado como regulador e promotor do bem estar social, expressa no século XXI as particularidades históricas desta aposta: um desenvolvimento desigual e combinado em que a classe que vive do trabalho, sobrevive em condições cada vez mais bárbaras de relações sociais e de produção própria de vida.

Nos próximos textos trabalharemos as questões: campo-cidade, salários e poder de compra real; desigualdades geracionais-raciais-gênero; e, por fim, o crédito e o endividamento familiar no Brasil.

Roberta Traspadini é economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ ES.

11/05/11