Minas de urânio no Brasil

A maior reserva mundial de urânio é brasileira, sendo capaz de suprir as necessidades internas e ainda exportar o excedente ao mercado externo. Vamos saber mais sobre as Minas de Urânio no Brasil, fique até o final!

Mas o que é o urânio?

Urânio é um elemento metálico radioativo, que encontra-se em estado sólido à temperatura ambiente e foi o primeiro elemento onde a propriedade radioativa foi descoberta. Muito utilizado na indústria bélica e também em usinas nucleares, onde atua como combustível para a geração da energia elétrica.

Esse metal também é utilizado como combustível em reatores com propósitos mais pacíficos. Podemos citar sua utilização para alimentar energeticamente equipamento agrícolas e médicos. No mercado agrícola, por exemplo, pode ser utilizado em reatores que tem como objetivo aumentar o tempo de conservação dos alimentos.

Ele possui três tipos de variações e a mais abundante na natureza é justamente a mais pobre. A porção capaz de gerar esse tipo de energia, representa um percentual menor que 1% de todo o urânio extraído das Minas de Urânio no Brasil.

Quando é extraído, o urânio precisa ser processado, e para que seja mais fácil transportá-lo, ele é transformado em um pó amarelo que é chamado de “yellow cake”. Ele é mais poderoso que o petróleo e no Brasil 1% da sua produção é usada na área da medicina e agrícola, sendo os 99% restantes utilizados na produção de energia.

E quando Minas de Urânio no Brasil começaram produzir?

Inicialmente, apenas alguns programas de desenvolvimento de tecnologias e a usina de Angra I (localizada no Rio de Janeiro), eram o alvo da extração brasileira que ocorria em Minas Gerais, na cidade de Caldas. A produção teve início no ano de 1982 e foi explorada pelos 13 anos seguintes.

Só após a descoberta de outras reservas, a extração em Caldas foi interrompida, isso em meados de 1995, e assim iniciou a fase de descomissamento, que é o processo que visa garantir que a desativação daquela usina será feita com todos os cuidados necessários para manter a saúde dos trabalhadores e moradores da região.

Em 1998, foi descoberta uma área no município de Caetité, na Bahia, que possui uma reserva de milhares de toneladas de urânio. A reserva é tão grande que é capaz de sozinha abastecer as usinas de Angra I e Angra II.

Até os dias atuais, a mina de extração de Caetité é a única em atividade no país. Uma nova deve entrar em operação nos próximos anos, na cidade de Santa Quitéria, no Ceará.

Estima-se que tenha altas concentrações de urânio nos solos da Bahia, Minas Gerais, Paraná e Ceará. O Brasil é a 7ª reserva mundial deste elemento, apesar do governo só ter feito o mapeamento de 25% do solo do país, faltando ainda a prospecção dos 75% de solo restantes.

Minas de urânio no Brasil

Como o urânio é transformado em energia?

O único urânio capaz de gerar energia é a versão 235, que existe em uma quantidade infinitamente menor. Para que ele possa ser utilizado ele necessita ser purificado e enriquecido de forma que consiga atingir seu objetivo.

Esse processo é conhecido como “enriquecimento do urânio”. Para se ter uma ideia do quanto de urânio se necessita para cada fim, é mais ou menos cerca de 3% de urânio 235 na amostra para gerar energia, 20% para utilizar em equipamentos médicos e 95% para criação das bombas nucleares.

A única Minas de Urânio no Brasil que é responsável por realizar esse enriquecimento do urânio fica em Rezende, no Rio de Janeiro. Assim, o urânio extraído precisa ser transportado da Bahia até lá. Por isso, ele é transformado numa espécie de pó (o tal do yellow cake), justamente para facilitar essa logística.

Esse pó amarelo é basicamente um concentrado de urânio. É feito o processo de extração através de solventes orgânicos, por precipitação é feita a separação, vai para a secagem e armazenamento em tambores inteiramente vedados.

Essa separa é feita ainda na cidade de Caiteté. Só após esse processo, ele segue para Rezende, no RJ. No Brasil, apenas a INB (Indústrias Nucleares do Brasil), possuem autorização do governo federal para realizar a extração e o processamento do urânio.

Para que uma mina possa começar a funcionar, é necessário obter licenças e autorizações específicas, além da unidade ser submetida a um minucioso licenciamento junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear que tem a responsabilidade de fazer a avaliação dos critérios visando o ponto de vista nuclear, e também junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que vai analisar os impactos do ponto de vista ambiental.

Hoje, o Brasil é detentor da 6ª reserva de urânio a nível mundial. Só a Minas de Urânio no Brasil de Caiteté conseguiria abastecer os dez reatores existentes na usina de Angra 2 pelo período correspondente a toda a sua vida útil.

O depósito mineral de Santa Quitéria possui toneladas de urânio associadas ao fosfato. Nela, pode-se ainda aproveitar um número elevado de mármore, isento totalmente do urânio. Porém, apesar de ser potencialmente a maior reserva de urânio do país, não tem viabilidade econômica, pois sua extração está condicionada a produção de ácido fosfórico (utilizado na produção de fertilizantes).

De acordo com a Constituição Brasileira, todo o urânio extraído só pode ser utilizado para fins pacíficos, além do Brasil participar de diversos acordos com organismos internacionais que garantem o uso benéfico deste tipo de energia.

Transporte do urânio para as usinas

Existe toda uma logística para a realização do transporte desse urânio para as usinas. A rota definida é de Rezende (onde é feito o enriquecimento do pó amarelo) até Angra dos Reis (onde estão as usinas de Angra I e Angra II).

Para fazer esse transporte, existem contêineres produzidos especificamente para esta finalidade. São projetados obedecendo normas internacionais para transportar material radioativo.

Além disso, o transporte é realizado em comboio, acompanhado por batedores da Polícia Rodoviária Federal e Estadual, e também pelo Corpo de Bombeiros.

O trajeto é feito a uma velocidade máxima de 60km/h e deve seguir todo o planejamento inicial desde a saída de Rezende até a chegada em Angra dos Reis.

Respeitando as medidas estabelecidas pelo Serviço de Proteção Física, as datas que esse material será transportado, não podem ser divulgadas e todo o processo logístico ocorre sob sigilo.

A relação das Minas de Urânio no Brasil com o câncer

Não há relação direta que associe o aumento dos números de câncer em regiões que tem minas extratoras de urânio.

O urânio em sua forma natural não é capaz de promover efeitos adversos à saúde em doses baixas. E vale ressaltar que estamos expostos à radiação de fontes diversas ao nosso redor, e não unicamente do urânio.

Além de que, desde a formação do planeta Terra o urânio está na crosta terrestre. Então é possível afirmar que não evidências que o urânio em sua forma natural contribua para aumento dos casos de câncer ou de quaisquer outras doenças.

Minas de urânio no Brasil

E como é monitorado o impacto ambiental das Minas de Urânio no Brasil?

Em torno das instalações das minas de extração de urânio, o INB promove um conjunto de ações que visam garantir a segurança e a saúde não só dos empregados mas também da população ao redor.

São criados programas de identificam e controlam a emissão de poluentes, assegurar a qualidade de todos os processos das etapas de produção, e também garantir que ocorra a preservação ambiental.

São realizadas coletas de amostras do solo, da água e do ar, tanto nas áreas das Minas de Urânio no Brasil quanto nas áreas vizinhas. A monitorização é realizada com o intuito de manter preservados o meio ambiente como um todo: fauna, flora, produção agrícola, pecuária e saúde da população.

Esse monitoramento frequente visa garantir que o índices estão dentro dos estabelecidos pelos órgão competentes, como o IBAMA por exemplo.

As equipes de coleta e monitoramento são compostas por químicos, físicos e engenheiros, que comparam os dados obtidos a cada análise com os valores iniciais desde antes da instalação da mina naquela região.

Além disso, é realizado um programa de reciclagem com os resíduos orgânicos e demais resíduos recicláveis.

Os orgânicos são enviados para o horto florestal da unidade para ser utilizado como adubo. Os demais recicláveis, são enviados para as cooperativas de coleta seletiva dos municípios, assim a destinação é realizada da forma mais adequada a cada tipo de material descartado.

Quando há produção excedente das mudas nos hortos florestais das unidades, a empresa faz a doação delas em datas específicas, através de campanhas como a Semana do Meio Ambiente. Porém, se alguma associação tiver interesse, pode preencher um pedido formal e encaminhar por e-mail ao setor responsável. Eles avaliam os pedidos que são atendidos de acordo com o estoque das mudas.

A respeito da água utilizada, ela não é jogada no meio ambiente. Pelo contrário. Ela é reutilizada na própria usina, pois além de preservar o meio ambiente, evita o desperdício da água, que já é escassa naquela região.

Além da responsabilidade ambiental, a INB preocupa-se com o lado social da região. Ações são planejadas e desenvolvidas visando contribuir na melhoria de vida das populações. Esse planejamento considera o panorama econômico e social de cada região. Assim é possível contribuir nas necessidades reais de cada uma.

Previsão para início de novas Minas de Urânio no Brasil?

Para o início das atividades de uma nova mina, são necessários os preenchimentos de vários critérios e requisitos, além de planejamento de todas as etapas do processo.

Atualmente, existe o Projeto Santa Quitéria que visa extrair da jazida de Itatiaia no Ceará uma grande quantidade de fosfato e urânio.

Um consórcio foi formado e vários braços estão trabalhando em conjunto para viabilizar a execução deste projeto.

A expectativa é de que após sua implantação e funcionamento, a produção seja capaz de suprir necessidades que beneficiarão a pecuária, através de fosfato bicálcio, que é utilizado na suplementação animal, urânio para a geração de energia elétrica e a agricultura através dos fertilizantes fosfatados.

Minas de urânio no Brasil

O que é descomissionar uma Minas de Urânio no Brasil?

Quando uma usina nuclear chega ao final da sua vida útil, é preciso desativá-la. Descomissionar significa que essa desativação vai ser feita utilizando-se todos os meios que garantam que a saúde e segurança dos trabalhadores serão preservadas.

Também é visado a preservação do meio ambiente do local. Esses critérios são estabelecidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O governo atual pretende reativar os projetos da indústria nuclear. A intenção é que seis novas usinas existam no país até o ano de 2050. Alguns trabalhos preliminares já foram liberado no sertão da Bahia, liberando a exploração da mina do Engenho, também localizada na cidade de Caiteté na Bahia.

Atualmente, no Brasil, só existem duas usinas nucleares em operação, Angra I e Angra II, as duas no estado do Rio de Janeiro. Destaca-se também a importância da extração do urânio para o crescimento dos empregos e da renda nas regiões onde as Minas de Urânio no Brasil são instaladas.

Com os novos projetos do Ministério de Minas e Energia, há a previsão de mapear todo o território nacional para a localização de novas jazidas no país. O objetivo é elevar a posição do Brasil no ranking mundial de reserva de urânio.

Assim, é possível verificar que é necessário um alto investimento para a prospecção e implantação de novas usinas para extração de minérios. Observa-se também que o Brasil tem um grande potencial porém ainda é pouco explorado.

É possível desmistificar a questão de que as minas de extração mineral só trazem prejuízos à população das cidades onde elas se instalam. Não há relação de aumento de doenças e nem prejuízos severos ao meio ambiente do local.

Com isso, afirmamos que o Brasil tem grande potencial de produção da matéria-prima para geração de energia nuclear.

Os cuidados para a implementação destas Minas de Urânio no Brasil são bastante criteriosos, e sendo seguidos à risca, trarão danos mínimos às cidades que se instalarão, e será possível verificar que haverá crescimento de empregos e renda nessas regiões.

Utilizado da forma correta, o urânio é de grande valor para a evolução econômica mundial, tendo em vista a variabilidade de sua utilização e também da importância dos ambientes em que é útil, sendo totalmente viável o investimento na sua extração e processamento.

 

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