A ergonomia no trabalho tornou-se um assunto cada vez mais relevante diante de jornadas profissionais marcadas pelo uso constante de computadores, celulares e outras ferramentas digitais.
Permanecer durante muitas horas na mesma posição e repetir movimentos continuamente são fatores que merecem atenção na organização da rotina.
Pequenos ajustes no ambiente, no posicionamento dos equipamentos e na distribuição das atividades podem proporcionar mais conforto ao longo do expediente.
A proposta não é buscar uma postura perfeita e imóvel, mas criar condições adequadas, variar posições e incorporar momentos de movimento durante o dia. Acompanhe!
Confira 9 dicas para cuidar da saúde em rotinas cada vez mais digitais
1. Alterne atividades realizadas diante das telas
Uma estratégia importante de ergonomia no trabalho é evitar passar períodos excessivamente longos realizando exatamente a mesma atividade diante do computador. Quando a rotina permitir, alternar tarefas digitais com outras demandas ajuda a introduzir mudanças de foco, posição e movimento ao longo do expediente.
Reduzir o tempo de exposição às telas é uma das principais recomendações para quem passa o dia inteiro no computador. Alternar tarefas digitais com anotações em um caderno corporativo personalizado dá descanso aos olhos e ainda ajuda a organizar o raciocínio, transformando as pausas em momentos produtivos em vez de simples afastamentos da mesa.
Organizar o dia em blocos também pode facilitar essa alternância. Leitura, planejamento, telefonemas, reuniões e outras atividades podem ser distribuídos entre períodos de trabalho intenso no computador, sempre que as responsabilidades profissionais possibilitarem essa adaptação sem prejudicar a produtividade.
2. Ajuste corretamente cadeira e mesa
A ergonomia no trabalho também depende da relação entre cadeira, mesa e características individuais de cada profissional. Uma estação utilizada diariamente precisa permitir uma posição confortável, com apoio adequado e espaço suficiente para movimentar pernas, braços e equipamentos necessários à atividade.
Ao sentar, é importante buscar apoio para as costas e manter os pés apoiados no chão ou em um suporte adequado quando necessário. A altura do assento deve permitir uma posição confortável das pernas, evitando que a borda da cadeira exerça pressão excessiva na região posterior das coxas.
A mesa também precisa oferecer espaço para os equipamentos utilizados com maior frequência. Objetos essenciais devem permanecer em locais de fácil alcance, reduzindo movimentos repetidos de extensão ou torção. Ajustes individuais são importantes porque uma configuração confortável para uma pessoa pode não funcionar para outra.
3. Posicione o monitor de maneira confortável
O posicionamento do monitor é outro ponto relevante para a ergonomia no trabalho, principalmente para profissionais que permanecem várias horas lendo documentos, preenchendo sistemas ou realizando atividades que exigem concentração visual. Uma tela mal posicionada pode incentivar inclinações constantes da cabeça e do tronco.
A distância precisa ser confortável para permitir a leitura sem exigir que a pessoa avance o corpo em direção à tela. O monitor deve ser colocado de maneira que o conteúdo principal possa ser visualizado naturalmente, considerando altura, tamanho da tela e necessidades específicas do usuário.
Também vale observar reflexos produzidos por janelas ou luminárias. Ajustar a posição do monitor, controlar a iluminação e configurar adequadamente brilho e contraste pode tornar a visualização mais confortável. Quem utiliza dois monitores deve posicioná-los conforme a frequência de utilização de cada equipamento.
4. Faça pequenas pausas durante a jornada
Incorporar pausas curtas é uma prática associada à ergonomia no trabalho porque permite interromper períodos prolongados na mesma posição. Levantar, caminhar por alguns minutos ou simplesmente mudar de atividade ajuda a criar variação física durante uma rotina predominantemente sedentária.
Essas pausas não precisam ser longas para fazer parte da organização diária. Buscar água, conversar presencialmente com um colega ou realizar uma tarefa que exija deslocamento são oportunidades para abandonar temporariamente a posição utilizada diante do computador e movimentar diferentes partes do corpo.
A frequência adequada pode variar conforme atividade, jornada e necessidades individuais. Por isso, em vez de estabelecer uma fórmula única para todas as pessoas, empresas podem incentivar rotinas que permitam mudanças de postura e intervalos compatíveis com as características do trabalho realizado.
5. Organize teclado e mouse
Teclado e mouse são utilizados repetidamente em muitas atividades digitais e merecem atenção dentro da ergonomia no trabalho. Quando estão posicionados muito longe, muito altos ou em locais desconfortáveis, o profissional pode adotar movimentos desnecessários durante centenas de interações realizadas diariamente.
O ideal é organizar os equipamentos de maneira que possam ser utilizados sem exigir alcance excessivo. Antebraços e mãos devem encontrar uma posição confortável, enquanto objetos menos utilizados podem permanecer em áreas secundárias da mesa para liberar espaço próximo ao usuário.
Pessoas que trabalham em notebooks durante períodos prolongados também podem avaliar o uso de periféricos externos. Dependendo da configuração, teclado e mouse separados oferecem maior flexibilidade para posicionar a tela e os dispositivos de entrada, permitindo ajustes mais adequados às características da estação.
6. Cuide da iluminação do ambiente
Uma boa ergonomia no trabalho também considera as condições de iluminação. Ambientes excessivamente escuros ou com pontos de luz intensa podem tornar determinadas tarefas visuais desconfortáveis, principalmente quando existe grande diferença entre o brilho da tela e o restante do espaço.
Sempre que possível, a iluminação deve ser distribuída de maneira uniforme e adequada à atividade executada. A luz natural pode contribuir para um ambiente agradável, mas é importante observar se janelas produzem reflexos diretamente no monitor ou excesso de luminosidade no campo de visão.
Luminárias auxiliares podem ser úteis para atividades que envolvem documentos físicos, desenhos ou anotações. O objetivo é garantir visibilidade suficiente sem criar ofuscamento, sombras excessivas ou reflexos que façam o profissional modificar constantemente sua posição para enxergar melhor.
7. Evite permanecer imóvel por muitas horas
Mesmo com uma estação bem ajustada, a ergonomia no trabalho não deve ser interpretada como a obrigação de permanecer em uma única postura durante toda a jornada. O corpo se beneficia da variação de posições e movimentos, especialmente em atividades profissionais predominantemente sedentárias.
Sempre que a rotina permitir, é possível alternar entre sentar, levantar e realizar pequenos deslocamentos. Reuniões rápidas, telefonemas e conversas que não exigem o computador podem oferecer oportunidades naturais para modificar a posição utilizada durante boa parte do expediente.
Mesas com regulagem de altura também podem ampliar as possibilidades de variação, mas não são obrigatórias para introduzir movimento na rotina. Mais importante do que permanecer constantemente em pé é evitar longos períodos completamente imóveis e organizar atividades de maneira mais dinâmica.
8. Organize o ambiente para reduzir movimentos desnecessários
A disposição dos objetos influencia a ergonomia no trabalho porque determina quantas vezes o profissional precisa esticar os braços, girar o tronco ou levantar para acessar itens utilizados frequentemente. Uma estação organizada deve considerar a frequência de uso de cada objeto.
Telefone, documentos em andamento e materiais utilizados diariamente podem permanecer próximos, enquanto itens ocasionais podem ocupar espaços mais distantes. Essa organização também reduz a quantidade de objetos sobre a mesa, deixando uma área maior para posicionar adequadamente teclado, mouse e outros equipamentos.
Além do conforto físico, um ambiente organizado facilita a concentração. Cabos, papéis e equipamentos espalhados podem limitar movimentos e dificultar ajustes na estação. Reservar alguns minutos para revisar a disposição dos itens pode tornar o espaço mais funcional para as atividades realizadas.
9. Adapte a estação às necessidades individuais
Por fim, a ergonomia no trabalho precisa considerar que pessoas possuem alturas, características físicas, atividades e necessidades diferentes. Uma configuração padronizada pode servir como referência inicial, mas ajustes individuais são frequentemente necessários para proporcionar condições adequadas de utilização.
Empresas podem disponibilizar cadeiras ajustáveis, suportes, periféricos e orientações para que profissionais configurem suas estações. No trabalho remoto, também é importante avaliar o espaço utilizado diariamente e evitar improvisações prolongadas em locais que não oferecem condições apropriadas para jornadas extensas.
Desconfortos persistentes, dores ou limitações não devem ser ignorados nem tratados apenas com mudanças genéricas na estação. Nessas situações, uma avaliação individual com profissional qualificado pode identificar necessidades específicas e orientar adaptações compatíveis com a atividade e com as condições de cada pessoa. Até a próxima!


