Crédito: Paulo Savala/EducaçãoSP Outro participante é Renan Miranda, de 14 anos de idade. Ele conta que encontrou no projeto um espaço para canalizar sua energia e se aproximar mais da rotina escolar, uma vez que tem, entre seus diagnósticos, o de TDAH. “O projeto me ajudou, porque eu mexi com coisas novas e passei a fazer coisas que tiram a minha agitação. Eu plantei árvores diferentes, como a pau-brasil, conheci insetos e árvores diferentes e o projeto foi me ajudando com os problemas que eu tenho. Quando eu entrei na escola, eu aprontava muito e, graças ao professor, que me apresentou o projeto, hoje eu me sinto bem melhor, fico mais na sala”, reconhece Renan. Para Lucas, situações como essas são frequentes. Ele lembra o caso de um estudante da educação inclusiva que encontrou no projeto um espaço de pertencimento. “Ele rega as plantas, cuida das coisas, cava buraco, faz tudo que é manual. Nas palavras dele, participar dessas ações é um refúgio mental”. Renan, o primeiro aluno à esquerda, com as colegas de escola no Avistar Brasil. Foto: Paulo Savala/EducaçãoSP Convite para o maior evento da América Latina Em maio, o grupo participou do Avistar Brasil, considerado o maior encontro de observação de aves e turismo de natureza da América Latina e um dos principais eventos brasileiros voltados à conservação ambiental, biodiversidade e ciência cidadã. A escola levou 36 estudantes ao evento para apresentar o projeto e promover atividades com o público, incluindo o plantio de sementes de árvores nativas da Mata Atlântica. Os alunos também participaram das atividades de observação de aves e tiveram contato com pesquisadores, educadores e especialistas da área ambiental. O professor conta que, durante o encontro, os estudantes conheceram nomes como Rodrigo Agostinho, ex-presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), e Fernanda Abra, referência nacional em estudos sobre atropelamentos de fauna. Para além dos muros da escola A aluna Rafaela Baldin, de 16 anos de idade, conta que a participação no projeto já é decisiva para os seus planos para o futuro. “Hoje meu projeto de vida é ser zoóloga e quando entrei no projeto, não sabia muito bem o que eu queria ser, só sabia que seria algo na área de ciências. Com o exemplo dos professores Carol e Lucas, eu pude reforçar o que queria para mim, porque eles têm me proporcionado muitos momentos de aprendizado sobre ambientalismo, ecologia e conservação”, conta. A aluna Rafaela Baldin em um dos estandes do Avistar Brasil. Foto: Paulo Savala/EducaçãoSP A atuação do professor se transformou em exemplo para toda a rede estadual. Nesta semana, Lucas esteve entre os convidados da “Orientação Técnica: Dia Nacional da Educação Ambiental”, organizada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), para representantes de todas as 91 Unidades Regionais de Ensino do estado