“Tá tudo perfeito agora!” é a empolgante frase de Andreza Pracanico, uma ex-moradora da Favela do Moinho, que aguarda com expectativa a entrega de sua nova moradia. Juntamente com sua família, ela faz parte das 850 famílias que já deixaram a favela graças ao programa de reassentamento promovido pelo Governo de São Paulo.
Esse programa visa proporcionar melhores condições de vida aos habitantes de áreas de risco e, para Andreza, essa mudança representa uma nova fase repleta de esperança e oportunidades. A entrega das novas casas é aguardada com ansiedade e alegria, simbolizando um futuro promissor para muitas famílias que, como a dela, sonham com uma vida melhor.


![Ex-moradora da Favela do Moinho celebra nova moradia Crédito: Divulgação/Governo de SP Enquanto aguarda o tão esperado dia de pegar a chave e iniciar uma nova vida, ela e seu marido tentam controlar a ansiedade, contando os dias no calendário e fazendo planos para os próximos anos. “Minha filha já escolheu o tema do seu quarto. Já estamos fazendo planos também para mobiliar nossa nova casa, faremos aos poucos”, disse. Andreza afirmou que se considera uma pessoa de sorte. “É outra vida, outra perspectiva. Saber que a minha filha vai ter um espaço saudável para brincar, vai ter um local seguro para ficar, é um paraíso”, garante. Melhor deixar pra trás Os quatro anos que viveu na Favela do Moinho não foram fáceis, segundo Andreza. “A infraestrutura era bem complexa. Tivemos alguns incêndios e quando chovia a água chegava na altura da canela, além da proliferação de ratos e do barulho constante do trem [a favela fica entre duas linhas ferroviárias]. Era um local bem delicado para se morar”, explicou. Segundo ela, sua estratégia para viver e criar uma filha de quatro anos no Moinho era, contraditoriamente, tentar ficar o maior tempo possível longe de casa. “Eu fiz de tudo para que ela ficasse a maior parte do tempo longe dali. A gente ocupava a rotina dela e a nossa de forma que basicamente só vínhamos para dormir”, disse. A criminalidade no local também preocupava ela e os moradores. “O crime organizado comandava quem entrava e saía. Não mexiam com moradores, mas tínhamos medo. Meu marido chegou a ser barrado, porque andava um pouco mais social. Queriam saber o que ele estava fazendo ali.” Tudo isso agora faz parte de um passado que Andreza prefere esquecer. ”Melhor deixar tudo isso para trás. Pra mim tá tudo perfeito agora!”, afirmou](https://radioagencianp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/55214184260_76898fc193_k-1-1024x683-1.jpg)